#IsoladasSimSozinhasNão

#VizinhaVocêNãoEstáSozinha

Hoje, mulheres e meninas estão
confinadas com seus agressores.

Queremos trazer visibilidade para o problema
da violência doméstica durante o isolamento social, além
de oferecer apoio
e acolhimento às mulheres vítimas
desse inimigo silencioso.

#IsoladasSim
SozinhasNão

é uma iniciativa para todas aquelas que
se sentem hoje mais sozinhas que
nunca e que estão em risco
em suas próprias casas. Porque mesmo
que isoladas, podemos estar juntas à
distância cuidando uma das outras.

De Janelas Abertas para Apoiar

Junte-se à nós e mostre
que você é um ponto de apoio
para mulheres vítimas
de violência doméstica que
estão no seu entorno.

Baixe os cartazes

Descrição:

Visando enfrentar e prevenir a violência doméstica durante a pandemia, o Instituto Avon criou oPrograma Você Não Está Sozinha, um plano de ações coordenadas em parceria com mais de 10 instituições da iniciativa privada, da sociedade civil e setor público com o objetivo de mitigar os impactos do isolamento na vida de mulheres e meninas por meio da prestação de serviços essenciais para a mulheres e meninas em situação de violência.

Estão envolvidas nessa iniciativa: as empresas como Grupo Pão de Açúcar, Uber, Decode, Smarkio, Carelink, Wieden Kennedy; as organizações sociais: Instituto Galo da Manhã, Instituto Cia dos Sonhos, AgoraÉQueSãoElas e Mapa do Acolhimento e Fórum Brasileiro de Segurança Pública e de órgãos públicos como: Ligue 180 e Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID) e Secretarias e Coordenadorias da Mulher em todo o Brasil.

O Programa Você Não Está Sozinha se propõe a facilitar o pedido de ajuda e ser uma ponte entre as necessidades básicas e psicológicas das mulheres e os recursos disponíveis para apoiá-las. A partir de um processo de triagem por diferentes canais, a fim de compreender o nível de risco e vulnerabilidade ao qual a mulher está sendo submetida, ela é direcionada a acessar diferentes recursos como plataformas de apoio psicológico e jurídico, auxílios de transporte, suporte material, alimentação, entre outros.

Para chegar a mais mulheres no Brasil, o Instituto Avon fez uma parceria técnica com aCentral de Atendimento à Mulher - Ligue 180 para inclusão dos serviços oferecidos pelo Programa #VocêNaoEstáSozinha no hall de opções de encaminhamento e orientação às vítimas que procuram o canal.

O Ligue 180 é o principal canal de orientação à mulher em situação de violência no Brasil e atua com o objetivo de receber denúncias de violência, reclamações sobre os serviços da rede de atendimento à mulher e de orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para outros serviços, quando necessário. O acordo de cooperação prevê ainda o compartilhamento e atualização de informações os serviços públicos disponíveis à mulher em território nacional.


RECURSOS DISPONÍVEIS

WhatsAppBot: em parceria com a Uber, Smarkio, Decode e Wieden+Kennedy, o Instituto Avon desenvolveu uma assistente virtual para atuar como porta de entrada ajudando as mulheres a entenderem se estão passando por violência, informá-la sobre centros de atendimentos, delegacias da mulher, hospitais, abrigos e qualquer outro tipo de apoio necessário e orienta-la sobre os recursos disponíveis para apoia-la nesse momento de pandemia. A robô, que pode ser acionada via WhatsApp no número (11) 94494-2415.


Auxílio transporte: Muitas mulheres enfrentam dificuldades para pedir ajuda por não conseguirem se deslocar para uma delegacia, hospital ou para algum serviço de proteção e acolhimento de mulheres. Pensando em oferecer uma solução para esse problema, a Uber disponibilizará duas corridas para vítimas de violência doméstica a qualquer hora do dia ou da noite.


Apoio material: Com a instabilidade financeira agravada pela crise, algumas mulheres estão enfrentando dificuldades de suprir as necessidades básicas alimentares de suas famílias. Pensando nisso, o Instituto Avon estabeleceu uma parceria com o Grupo Pão de Açúcar (GPA) para doar cestas básicas às mulheres em situação de violência, alta vulnerabilidade e com necessidades básicas alimentares. Para requisitar o apoio, as mulheres devem se inscrever no site da Plataforma e atender aos critérios do edital. Além disso, o Instituto Avon criou um fundo de emergência para revendedoras e executivas de vendas destinado ao apoio material e financeiro em alta vulnerabilidade. Revendedoras sofrendo violência identificadas em alto risco de vulnerabilidade social poderão receber um auxílio emergencial de R$80 a R$140.

Rede de apoio psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência doméstica e familiar: O Mapa do Acolhimento oferece conexão entre mulheres em busca de atendimento e uma rede de psicólogas e advogadas voluntárias especializadas em violência contra as mulheres, disposta a atendê-las. O Mapa do Acolhimento atende mulheres de todo o Brasil e possui voluntárias em todos os estados. Se não houver nenhuma voluntária perto das mulheres, a iniciativa coloca as mulheres em contato com a rede pública de apoio mais próxima. O objetivo é chegar às mulheres que mais precisam. O projeto acolhe pessoas que sofrem ou sofreram violência sexual, psicológica, física, virtual, patrimonial, institucional, obstétrica, doméstica, moral, assédio, racismo e LGBTfobia. Acesse:www.mapadoacolhimento.org e escolha a opção:Quero ser acolhida.

Para revendedoras e executivas de vendas da Avon, o Instituto oferece também um serviço de psicoterapia online oferecido por psicólogas e psicólogos especializados da plataforma Psicologia Viva. Para agendar consultas, a revendedora deve procurar o0800940 3909 e depois agendar sua consulta no site: https://corporate.psicologiaviva.com.br/ institutoavon


Rede de serviços públicos: O Mapa do Acolhimento lançou o #TôComElas, uma iniciativa colaborativa para mapeamento online de serviços públicos que contribuem com o enfrentamento à violência de gênero visando encaminhamentos mais ágeis para todas as mulheres em situação de risco durante a quarentena. Além disso, a Decode Pulse, parceiro de pesquisa para análise e cruzamento de dados sobre o comportamento das usuárias dentro da plataforma, ajudará a avaliar se o Programa está conseguindo chegar às mulheres que mais necessitam de suporte.

Fundo de emergência para abrigos provisórios e casas de passagem: o Instituto Avon, a partir de uma doação da Avon Foundation e do Instituto Galo da Manhã, destinará recursos para casas de passagem em São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Pernambuco para acolher mulheres e crianças em situação de risco. O Instituto Avon com o apoio do Instituto Cia dos Sonhos conduziu um levantamento considerando as cidades com o maior números de casos de Covid-19 confirmados x cidades com altos índices de violência contra as mulheres, chegando a uma lista de oito abrigos que receberão recursos para ampliar vagas de abrigamentos provisórios e apoiar às mulheres no processo de saída do abrigamento com um kit de apoio material.

COMO PEDIR AJUDA

IMPORTANTE: Ao submeter este questionário, você confirma que todas as informações são verdadeiras e autoriza o envio das mesmas para validação e compartilhamento com a equipe responsável pela identificação do grau de vulnerabilidade das mulheres. Isso não garante, entretanto, que a mesma receberá qualquer doação do Instituto Avon.

  • Ligue 180 – Central de Atendimento às Mulheres
  • 0800 – Apoio às revendedoras

Trata-se da publicação de uma carta aberta às autoridades de todo o mundo chamando a atenção para o agravamento da violência doméstica durante a crise.

Download da carta

Descrição dos serviços públicos

Apoio psicossocial e jurídico
Para cuidar da sua saúde mental e conseguir orientações jurídicas, apresentamos a plataforma Mapa do Acolhimento que conecta mulheres que sofrem ou sofreram violência de gênero a uma rede de terapeutas e advogadas dispostas a ajudá-las de forma voluntária. Para participar, diga o que você procura: quero acolher ou quero ser acolhida.

Casas de passagem ou abrigos temporários
Em alguns casos, voltar para casa pode ser perigoso. Às vezes, nem temos para onde ir. Por isso, existem organizações sociais e espaços públicos deabrigamento temporário onde você, mulher, poderá permanecer por até 15 dias (acompanhada ou não por seus filhos). Enquanto isso, estaremos juntas, trabalhando para encontrar uma outra solução para o seu caso.

Hospitais e unidades básicas de saúde (UBS)
Oferece assistência social e psicológica, em especial para violência sexual e violência física para exames e tratamento você pode procurar a unidade de saúde mais próxima da sua casa.

Centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes
Os centros de atendimento prestam serviço e assistência social e psicológica e orientação jurídica às mulheres em situação de violência.

Delegacia de Defesa da Mulher
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) é uma unidade da Polícia Civil especializada no atendimento de casos de violência contra as mulheres. Nesse local, você encontrará uma equipe responsável por ouvir seu caso e te auxiliar na denúncia e nas medidas de proteção e investigação do crime que você está relatando.

Guarda Civil Metropolitana
Os guardas civis serão as(os) profissionais responsáveis pelo cuidado e orientação das mulheres com medidas protetivas. Essas(es) profissionais farão visitas periódicas aos lares das mulheres e monitorarão o cumprimento das medidas que garantam a sua proteção e a responsabilização do agressor.

Suporte de deslocamento para mulheres
Em algumas situações, você precisará de atendimento de profissionais, por exemplo, serviços de saúde, da rede socioassistencial (CRAS e CREAS), e de abrigamento. Para te ajudar, você pode contar com a UBER oferecendo duas corridas para seu deslocamento à um hospital, delegacia ou centro de referência e defesa da mulher mais perto da sua casa.

Promoção de Autonomia das mulheres em situação de abrigamento
Romper o ciclo de violência pode ser um processo ainda mais difícil se você depende financeiramente do(a) seu(sua) companheiro(a). Por isso, o Programa conta com um apoio aautonimia com o objetivo de te ajudar no recomeço de mulheres em situação de abrigamento temporário.


Sistema de Justiça

Juizado/Vara Especializado(a) de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
Nesse serviço, uma juíza será responsável por julgar e determinar as medidas urgentes necessárias para a sua proteção e investigação do caso. Por exemplo, conceder medidas protetivas, determinar busca e apreensão (criança, objetos pessoais, documentos, armas etc.) e decretar a prisão da pessoa agressora. Em seguida, o caso será encaminhado para a Vara/Juizado competente. Nesse momento de pandemia, os juizados estão funcionando por teletrabalho.
Para solicitar medidas protetivas de urgência, mecanismos legais para proteger as mulheres que correm riscos de vida. Por se tratar de medida de urgência a mulher pode solicitar a medida durante a quarentena numa delegacia que permanece com o funcionamento.

Defensoria Pública
Toda mulher tem direito a um(a) advogado(a), mesmo quando ela tem condições de pagar as despesas de um processo e contratar um serviço particular. Durante a quarentena, a defensoria criou uma forma de atender via whatsapp. Com a defensora, você poderá tirar suas dúvidas, se informar sobre situações de risco, medidas protetivas, e entender melhor o andamento de seu caso.

Ministério Público
O Ministério Público é órgão responsável pelo acompanhamento do seu caso dentro do Sistema de Justiça para garantir que a lei seja cumprida e que seus interesses sejam defendidos. Por exemplo, pedindo medidas urgentes relacionados à sua proteção. Durante a quarentena, as promotoras de justiça estão trabalhando a distância para garantir os direitos das mulheres e o funcionamento dos serviços de apoio às mulheres.

Que bom poder contar com você nessa causa!

A Avon e o Instituto Avon não poderiam ter uma parceira melhor que você para levar a todos os cantos desse país contribuindo para o enfrentamento à violência doméstica nesse momento de pandemia.

Mas você muitas vezes deve ter dúvidas sobre como a Avon, por meio das ações do Instituto Avon, atua nesta causa. Por isso, criamos este guia que você está recebendo agora, para que conheça melhor a Campanha #IsoladasSimSozinhasNão, um movimento global liderado pelo Instituto Avon para dar visibilidade à luta contra a violência doméstica, oferecer suporte, orientação e contribuir para que as pessoas saibam identificar situações de violência contra mulheres e meninas e a quem recorrer neste momento.

Desde que o primeiro caso de Coronavírus foi confirmado em nosso país, nos vimos tomados, como sociedade, por uma onda crescente de notícias e informações que nos mantinham a par do que estava acontecendo, mas, ao mesmo causava angústia por não sabermos como agir ou o que fazer. Vimos o mundo online se tornar o canal oficial de informação sobre a pandemia e como um espaço importante para levar informação para quem mais precisava: as vítimas de violência e ajudar as pessoas a se engajarem na causa.

A violência doméstica não é um tema simples. Ela envolve famílias, filhos, sonhos, relacionamentos que um dia foram sonhados para ser ideais. E também sabe que a mulher que sofre violência doméstica precisa ser apoiada para encontrar uma saída para sua dor. Num momento como esse, você pode contribuir de formas muito simples:

  • Incentivando a conversa sobre violência para trazer à luz as muitas formas de violências contra as mulheres e meninas e proporcionar espaços de conversa sobre o que é necessário fazer para acabar com essas violências; e,
  • Fornecendo informações para estimular a ação para garantir que toda sociedade tenha conhecimento e informações para reconhecer e saber o que fazer diante dessas violências.

Além disso, convidamos você a dar uma olhada neste material e, em caso de dúvida, entrar em contato com o Instituto Avon(instituto@avon.com) para esclarecimentos.

E mais uma vez, obrigado por sua contribuição!

Mafoane Odara - Gerente do Instituto Avon

VAMOS ENTENDER O QUE É VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

  • 1.O que é violência doméstica?

    A violência doméstica, ou violência intrafamiliar, é a violência que envolve pessoas que possuem laços afetivos, um relacionamento muito próximo e íntimo. Ela pode envolver um casal, pais e filhos, primos, namorados e ex-companheiros, enfim, todo tipo de relacionamento que permite ao agressor ter informações privilegiadas sobre sua vítima. Quem mais sofre este tipo de violência, no entanto, são as mulheres, por sua maior fragilidade física e porque, infelizmente, ainda vivemos em uma cultura machista, que enxerga a mulher como um ser inferior em relação ao homem. Isso está mudando, mas ainda temos muito a fazer para que a sociedade não aceite mais a violência contra a mulher.

  • 2. Mas violência doméstica é só quando um homem e spanca uma mulher? E se for o contrário? Sei de muito homem que apanha da mulher...

    Todo tipo de violência contra a pessoa é crime e é punido por lei, independentemente de quem for o autor. Mas as mulheres sofrem um tipo de violência especial, chamada violência de gênero. Ela acontece pelo simples fato de a vítima ser uma mulher. Isso porque muitos homens ainda enxergam a mulher como uma propriedade sua ou alguém que lhe deve obediência. Mas homens e mulheres são iguais perante a lei e não pode haver poder de um sobre o outro. Isso só acontece porque nossa cultura, infelizmente, ainda é machista. Há pouco tempo, esse tipo de violência contra a mulher não era visto como um crime de verdade no Brasil e muitas mulheres pagaram caro por isso. Você lembra ou já ouviu falar de um tempo em que o homem que batia em uma mulher apenas pagava algumas cestas básicas para uma organização e sequer era denunciado? Ou de homens que mataram companheiras e ex-companheiras e foram até aplaudidos por muita gente, porque tinham “lavado a honra”? Pois, com a chegada da Lei Maria da Penha, violência doméstica contra a mulher se tornou crime previsto em lei, e ela prevê penalidades severas para os agressores. E por que não usar a lei para proteger homens também? Por que quase a totalidade dos casos de violência doméstica são cometidos por homens contra mulheres. Uma em cada cinco mulheres no Brasil já sofreu agressão física de um companheiro ou ex-companheiro. Isso raramente acontece com homens e, mesmo quando acontece, o nível de violência é muito menor. Por todos esses motivos, foi necessária uma lei especial para proteger a mulher.

  • 3. Existe muita violência doméstica no Brasil?

    Sim, existe muita. O Brasil é o quinto país mais violento para as mulheres em todo o mundo. Atualmente, 13 mulheres são assassinadas por dia em nosso país, ou seja, uma a cada 1 hora e 50 minutos. Cerca de um terço desses crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros – namorados, maridos, e ex. Isso ainda piora muito quando falamos de mulheres negras. Segundo levantamento da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, durante o isolamento, já houve um aumento de quase 9% no número de atendimentos no Brasil. Isso precisa virar assunto!

  • 4. Só mulheres mais pobres e com pouco estudo sofrem com a violência doméstica?

    De jeito nenhum. Existe violência doméstica em todas as classes sociais, todos os países do mundo, até nos mais desenvolvidos. Isso não tem nada a ver com nível social ou educacional, mas com uma coisa chamada machismo. É o machismo que faz muitos homens acharem que são donos da mulher, e que podem impor sua vontade à força. Ou que têm direito de bater e humilhar na sua companheira porque ela lhe deve obediência. Na verdade, homens e mulheres são iguais perante a lei, e nenhum pode achar que é superior ou inferior ao outro.

  • 5. Ouvi falar que se o companheiro obrigar a mulher a fazer sexo sem que ela queira é violência doméstica. Até ser for o marido?

    Sim, é crime, mesmo se for o marido. Nenhuma mulher pode ser obrigada a ter relação sexual sem que deseje isso e deixe muito clara sua decisão. Não é não! Silêncio é não. Nem o marido tem direito de obrigar a mulher, pois o corpo pertence a ela e apenas ela toma decisões sobre ele. É um direito garantido por lei. Obrigar a mulher a isso é praticar violência sexual. Se é companheiro ou ex-companheiro que pratica, torna-se também violência doméstica.

  • 6. Tenho uma amiga que nunca tem dinheiro para pegar um ônibus, porque o marido controla todo o dinheiro da casa. Isso é violência doméstica?

    Sim, isso se chama violência doméstica patrimonial. Cada casal define a melhor forma para administrar suas finanças, mas isso não permite que uma parte prive a outra de dinheiro de tal forma que ela não possa viver com dignidade ou mesmo tomar um ônibus para visitar parentes. Da mesma forma, um homem que se aproprie de bens da companheira de forma ilegal, ou a obrigue a lhe entregar dinheiro e bens, comete o crime, que é o de violência patrimonial, também protegido pela Lei Maria da Penha.

  • 7. Mas se a mulher só é xingada, mas não apanha, também é violência doméstica?

    Sim! Violência doméstica não é apenas quando a mulher fica com o olho roxo e o corpo machucado, como dissemos. Se o homem humilha a mulher dentro de casa ou em público, de forma repetida, está cometendo violência moral contra a mulher e isso é crime.

  • 8. Mas e se ele nunca encosta a mão nela? Se só diz que ela é gorda, feia, cozinha mal?

    Mesma coisa: é violência doméstica e pode ser denunciado. Isso se chama violência psicológica, aquela em que a agressão é feita na alma da mulher. Ela fica machucada por dentro.

  • 9. Só marido comete violência doméstica?

    Não. Violência doméstica contra a mulher é aquela praticada por um parceiro, parente ou amigo que possui uma relação mais próxima com esta mulher, e por isso conhece a rotina dela, seus sentimentos, sua forma de reagir a uma violência. Enfim, ele se vale da proximidade e da relação íntima com a mulher para desrespeitá-la e agredi-la.

  • 1O. Se a mulher sofrer agressões de pai, irmão, namorado, ex-namorado, também é violência doméstica?

    Sim, é violência doméstica, porque o autor da violência é um homem do relacionamento da vítima, que conhece muito dela, de seus sentimentos e de sua rotina. Até ex-namorado pratica violência doméstica. Sobre ex-maridos, nem precisa dizer, não é? Você vê nos jornais quantos ex-maridos, inconformados com a separação, matam suas ex-companheiras. Mas você sabe: quem ama, não mata, não humilha, não agride.

COMO O INSTITUTO AVON ENFRENTA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

  • 1. Antes de mais nada, o que é o Instituto Avon?

    O Instituto Avon é uma OSCIP, que significa “organização da sociedade civil de interesse público”. Ele foi criado em 2003 para coordenar o investimento social da Avon no Brasil. Ou seja, é por meio dele que a Avon apoia projetos relacionados às duas causas que defende: o enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas e o câncer de mama.

  • 2. Por que ele enfrenta a violência doméstica?

    A Avon abraçou essa causa porque a violência doméstica é uma das causas de maior sofrimento e morte de mulheres no dia de hoje, a casa é o lugar mais inseguro para as mulheres porque 42% das violências sofridas pelas mulheres acontecem dentro de casa. No mundo todo, 3 em cada 10 mulheres sofrem violência doméstica. Se a Avon é a companhia voltada para a mulher, ela precisa estar ao lado dessa mulher para conscientizar o mundo sobre a importância de não existir mais violência contra elas.

  • 3. Como o Instituto Avon enfrenta a violência doméstica?

    Desde 2008, o Instituto Avon articula empresas públicas e privadas, organizações sociais e órgãos públicos no Brasil e já destinou mais de 30 milhões para apoiar e proteger mulheres e meninas em situação de violência em quatro frentes: formação e informação, advocacy, engajamento da sociedade e apoio a projetos nas áreas de segurança pública, justiça, saúde e educação no tema.
    Neste ano, por exemplo, estão sendo apoiados mais de 40 projetos em várias partes do país que atuam em diferentes frentes. Alguns cuidam diretamente de mulheres em situação de violência, outros levam informação à todas as mulheres para que conheçam seus direitos, projetos na área da segurança pública atuando com policiais para melhor atenderem as vítimas de violência até iniciativas de mobilização das empresas pelo fim da violência contra mulheres e meninas. Além disso, o Instituto Avon tem como uma de suas missões divulgar constantemente a linha 180, da Central de Atendimento à Mulher, e contribuir para que a sociedade entenda e aplique a Lei Maria da Penha.

  • 4. O Instituto Avon atende casos de violência doméstica?

    Sim, o Instituto Avon apoia a Avon na implementação da política interna de acolhimento às funcionárias e familiares vítimas de violência doméstica e familiar. A política apresenta todos os recursos que a Avon oferece para o caso de vítimas de violência doméstica ou familiar, quais os canais onde ela pode buscar ajuda e qual o papel e responsabilidade de todos os envolvidos.
    Além disso, o Instituto apoia empresas e organizações que enfrentam a violência doméstica e multiplicam informações e serviços. Com este trabalho, o Instituto fortalece as organizações que lidam direto com a mulher, promove uma maior articulação da rede de serviço para as vítimas e . Além de contribuir para que a sociedade compreenda que a violência doméstica é resultado da cultura, que precisa acabar e dar lugar a um mundo mais equilibrado e justo, com oportunidades e respeito para todos.

  • 5. Como o Instituto Avon tem recebido as notícias, dados e alertas que dão conta do aumento da violência doméstica no atual contexto de pandemia da Covid-19? Como este fenômeno impacta o atual cenário já de muitos desafios?

    O Instituto vem acompanhando as notícias de aumento da violência desde a China e Itália. Esse aumento já era esperado, com o convívio familiar mais intenso, as tensões aumentam, as tarefas domiciliares se multiplicaram, as crianças em casa demandando mais atenção e cuidados, além do medo de algo que estamos enfrentando de maneira desconhecida e inesperada. Em uma casa onde o diálogo não é tido como forma de solução de problemas, junto a contexto como o que estamos enfrentando, contribui para que eventos de violência, e não apenas física, se intensifiquem. E por isso, esse momento exige um olhar redobrado à essas mulheres que estão isoladas em casa e com seu agressor. É preciso agir com rapidez, iniciativa privada, governo e sociedade civil, para que os impactos sejam mitigados, e as vidas de mulheres e crianças sejam protegidas.

  • 6. Que ações de enfrentamento o Instituto Avon tem realizado e/ou participado para enfrentar essa questão?

    O Instituto Avon, Avon e Natura anunciaram, na última semana, a adesão à campanha #IsoladasSimSozinhasNão, endossada também por todos os países da América Latina onde o Grupo Natura&Co opera. O movimento tem como objetivo dar maior visibilidade ao enfrentamento da violência doméstica, e ampliar a mensagem de prevenção. Por isso, o Instituto, tem usados suas redes sociais, como fonte de informações e trabalhado conteúdos que possam orientar mulheres que se encontram em situação de violência. As empresas também reforçaram seus canais de apoio às funcionárias e revendedoras, para que elas não se sintam ainda mais sozinhas ou desamparadas nesse momento.

  • 7. Qual é o papel do Investimento Social Privado (ISP) no tema neste momento e como outras instituições do setor devem reagir e/ou atuar para enfrentar o problema? Como outros setores devem/podem se envolver também?

    O Instituto Avon acredita que nesse momento é preciso redobrar os esforços e investimentos para mitigar o máximo possível o crescimento da violência durante esse período e o impacto na vida e bem-estar de todas as mulheres que podem estar em situação de maior vulnerabilidade. Pode ser difícil que uma empresa destine esforços sozinha para esse enfrentamento, e por isso, é fundamental encontrar parceiros que estejam dispostos a unir forças e possam contribuir para o momento. Seja com ações de conscientização, apoio, suporte financeiro, psicológico ou judiciário às mulheres vítimas de violência. E importante também pensar nas funcionárias, ou até mesmo mulheres da comunidade onde as empresas estão inseridas. E o principal, temos dois desafios a vencer neste momento, o novo Coronavírus e a violência contra mulheres e meninas. Por isso, é necessário agir em sinergia com outras empresas, parceiros e governos, para então garantir o menor impacto possível do isolamento social na vida de muitas mulheres e crianças.
    O Instituto Avon e a Avon são as idealizadoras da Coalizão Empresarial pelo fim da violência contra mulheres e meninas. Essa coalizão tem como principal finalidade engajar líderes do setor privado e garantir o compromisso voluntário com o fim da violência contra mulheres e meninas. E nesse momento é ainda mais fundamental a união de forças de empresas privadas, para o desenvolvimento de ações para que nesse momento de isolamento, as mulheres não se sintam ainda mais desemparadas e sozinhas. Hoje a coalizão conta com 100 empresas signatárias do Brasil todo. E estamos juntos, estudando ações que precisam ser tomadas com urgência diante do cenário.

LIGUE 180

  • 1. O que é a linha 180? Ela é do Instituto Avon?

    Não, a linha 180 não é do Instituto Avon, é o número da Central de Atendimento à Mulher, um serviço gratuito administrado pela Secretaria Nacional de Mulheres, que recebe denúncias e dá orientação sobre violência contra as mulheres e para mulheres em situação de risco de violência ou que já estejam passando por isso. Ou seja, ele vai indicar uma delegacia que faz o atendimento, mostrar onde encontrar apoio jurídico e psicológico e outros tipos de informações valiosas para quem precisa de apoio.

  • 2. Ela funciona sem parar, dia e noite?

    Funciona 24 horas, todos os dias da semana. A ligação é gratuita, não é preciso se identificar, e, do outro lado da linha, haverá sempre um atendente preparado para falar desse tipo de problema. Muitas mulheres foram salvas por causa de uma simples ligação para o 180.

  • 3. Só a mulher que sofre violência pode ligar?

    Não, qualquer pessoa pode ligar e tirar dúvidas ou pegar informações, sem se identificar.

  • 4. E se a mulher for maltratada na delegacia?

    O Ligue 180 serve para isso também! Ela recebe denúncias de mal atendimento em delegacias feitos a mulheres que sofrem violência. Descaso, preconceito, humilhação, tudo isso deve ser denunciado no ligue 180.

COMO VOCÊ CONTRIBUI PARA A CAUSA

  • 1. Sempre ouvi falar que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Isso está mudando?

    Muita gente acredita nisso, por isso é importante a nossa causa. Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim! Quando uma mulher é agredida, toda a sociedade sofre essa agressão, e cabe a todos nós acabarmos com este tipo de comportamento. Violência contra a mulher é crime, e violência doméstica é só um dos tipos de violência que ela pode sofrer.

  • 2. Onde eu posso saber mais sobre a Campanha #IsoladasSimSozinhasNão?

    O Instituto Avon desenvolveu um site que concentra diversas informações para as mulheres em situação de violência, recursos disponíveis e como solicitar ajuda psicossocial, jurídica e material. Acesse:www.avon.com.br/instituto-avon/isoladassimsozinhasnao

  • 3. O que faço se uma mulher me pedir ajuda porque está sofrendo violência doméstica?

    Neste período de quarentena, é importante ter fácil acesso aos serviços públicos que estão disponíveis para as mulheres em situação de emergência. Saiba o que continua aberto e funcionando para apoiar as mulheres que precisam de ajuda. Não há justificativa para a violência contra as mulheres e meninas.
    Você pode orientá-la a ligar para o 180. Ela terá todo tipo de orientação para o caso dela. Além disso, apresentamos alguns serviços de assistência e apoio prestados por organizações da sociedade civil e aplicativos criados para auxiliar as mulheres a saírem do ciclo de violência:
    Mapa do Acolhimento - Plataforma que conecta mulheres que sofreram violência a uma rede de terapeutas e advogadas dispostas a ajudá-las de forma voluntária.
    deFEMde - Presta orientação jurídica integral e gratuita às mulheres em situação de violência por meio do atendimento inbox da página do Facebook.
    PenhaS, criado pela Revista AzMina, conecta, de forma sigilosa, a mulher a uma rede de apoio, e tem um botão do pânico que permite que ela cadastre cinco contatos de pessoas de confiança que podem ser acionadas em caso de emergência.
    IMPORTANTE: Procure não pressioná-la e muito menos julgá-la, pois ela sabe quais são os passos mais seguros para sair do círculo de violência.

  • 4. Eu devo falar sobre violência doméstica com todas as pessoas ou só com as mulheres que percebo que estão passando por este problema?

    Sempre que houver abertura para você falar um pouco e do serviço do Ligue 180 e dos serviços de apoio às mu, faça isso. Quanto mais mulheres tiverem a informação de que existe esse telefone e de que elas não precisam sofrer violência doméstica, melhor! Mesmo que essa mulher não estiver passando pelo problema, pode ter uma amiga ou parente nessa situação e pode tentar ajudar. É isso: quando uma mulher apoia outra, coisas incríveis acontecem. Além disso, compartilhamos algumas dicas legais para vocês:

    • Vigilância do bem: Esse momento pode ser uma ótima oportunidade para conhecer e cuidar das vizinhas e prestar atenção em possíveis sinais de violência doméstica.
    • Em sinal de perigo, ligue 190: Caso identifique algum sinal de violência (gritos ou brigas) e acredite que alguém está em perigo iminente, ligue para o 190.
    • Vizinha, você não está sozinha: Distribua em sua comunidade (casa, apartamento, bairro) cartazes se disponibilizando a ser um ponto de apoio virtual para mulheres em situação. Caso receba algum pedido de ajuda, encaminhe para o Ligue 180.
    • Como posso te ajudar? Essa é a pergunta mais importante para fazer a uma mulher que pede ajuda. Ouvir sem julgamento e apoia-la emocionalmente talvez seja o mais importante no momento.
    • Oi amiga, estava com saudades. Como você está?” No período de quarentena, faça ligações ou mande mensagens periódicas para amigas e conhecidas para checar como elas estão fisicamente e emocionalmente.
    • “Qual o seu jeito de melhorar o mundo?” . Participe e se engaje em campanhas contra a violência doméstica e converse com familiares e conhecidos para que eles se engajem também.
  • 5. E se eu mesma estiver passando por isso?

    O Ligue 180 serve para isso também! Ela recebe denúncias de mal atendimento em delegacias feitos a mulheres que sofrem violência. Descaso, preconceito, humilhação, tudo isso deve ser denunciado no ligue 180.

A LEI MARIA DA PENHA E A REDE DE SERVIÇOS

  • 1. Existem leis para punir os agressores? Elas funcionam?

    A principal lei para combater a violência doméstica no Brasil é a Lei Maria da Penha. Ela está completando 10 anos e tem sido muito importante para esta causa. Com ela, acabou aquela história de o agressor pagar algumas cestas básicas para uma organização de caridade de ficar livre. Agora, ele comete um crime e será processado e julgado por causa disso. Se for condenado, além de cumprir a pena, deixa de ser réu primário. É bem sério. Mas se não houver a punição para criminosos, o crime nunca acaba, não é mesmo?

  • 2. Quem foi Maria da Penha? Ela está viva?

    Sim, Maria da Penha Fernandes está viva, e é uma mulher cheia de garra e energia, como você! Ela vive em Fortaleza, onde comanda o Instituto que leva seu nome, cuida de filhas e netos. Ela anda em cadeiras de rodas, porque seu marido na época atirou em suas costas enquanto dormia. Maria da Penha encarou todos os desafios para ver seu agressor processado e punido, foi até a cortes internacionais. Ela obteve a punição do agressor, ainda que não com o peso correto. E, além disso, inspirou a criação da lei que leva seu nome, para combater a violência doméstica.

  • 3. Por que é importante que a mulher denuncie a violência?

    Porque a denúncia é o início de um processo para que ela saia do círculo da violência. Mas lembre-se que denunciar é uma decisão da mulher. Caso ela queira seguir, nunca a deixe sozinha, peça que que ela vá junto com uma amiga ou advogada.
    Quando a mulher comunica o fato a uma delegacia, começa um processo de investigação e, se houve o crime, o agressor será punido. A lei também prevê proteção para a mulher se houver risco de ela sofrer a violência, e o agressor pode até ser obrigado a sair de casa ou até ficar a uma distância mínima dela. São formas de evitar que coisas terríveis aconteçam com essa mulher.

  • 4. Mas dizem que se a mulher denunciar o marido é preso. É verdade?

    A denúncia gera um processo de investigação que pode resultar em um processo – e, sim, o agressor poderá vir a ser preso. Mas a Justiça sempre buscará ser ponderada e avaliar cada situação. Antes de um agressor ser preso, é avaliado o tipo de violência que cometeu, se ela acontece sempre e a possibilidade de mudança de comportamento dele mudar. A Lei Maria da Penha prevê uma espécie de curso para o homem entender que deve deixar de ser violento com sua companheira. Muitos homens têm conseguido mudar seu comportamento.

  • 5. Não existe delegacia da mulher em minha região. O que a mulher pode fazer?

    Ela pode procurar uma delegacia normal e fazer a denúncia, ou um serviço de orientação e apoio disponível na região. É sempre bom acessar o site da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que mostram todos os serviços de proteção e acolhimento oferecidos pelo governo. Ou então ela liga diretamente para a Central de Atendimento à Mulher, no número 180.